quinta-feira, 10 de abril de 2014

Eugénio de Andrade

ARREDORES DE BEJA

Sentadas pelas portas as mulheres cantavam em segredo,
os olhos iam-se pela tarde lentos e molhados,
regressavam em chama pelos campos ceifados.


Eugénio de Andrade (1987). «Arredores de Beja», In: Poesia e Prosa 1940-1986, 3.ª ed. Aumentada. Vol. II. Lisboa: Círculo de Leitores, p. 19.

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