sexta-feira, 30 de março de 2012

Viana Oliveira e Manuel Garcia (2006). Vinhos e Manjares do Pico.
Madalena - Pico: Cooperativa Vitivinícula da Ilha do Pico. p. 201.

Páginas Paralelas:
Veja, em Gastronomias.com – Roteiro Gastronómico de Portugal, algumas das especialidades dos Açores e… Bom apetite! 
Pode também visitar o Elvira’s Bistrot, onde encontrará muitas receitas de pratos dos Açores.

quinta-feira, 29 de março de 2012

quarta-feira, 28 de março de 2012

Pablo Neruda. Para mi corazón… in Pablo Neruda (2007). Vinte Poemas de Amor e Uma Canção Desesperada. Lisboa: Publicações Dom Quixote. p. 44.
Páginas Paralelas:

Página sobre Neruda de la Universidad de Chile.
Última entrevista de Neruda (Fragmento) – Margarita Aguirre, Revista Crisis, N° 4, agosto de 1973.

terça-feira, 27 de março de 2012

Piet Hein, Grooks

Páginas Paralelas:
Learn what a grook is.  

... and know more about this “mathematician / poet / furniture designer / playwright / national treasure (in Denmark) / ladies man / philosopher / game designer named Piet Hein (1905-1996)” in:

Angus W. Stocking (February 16th 2009). An Appreciation of Piet Hein: The Man Who Wrote 10,000 Grooks. Retrieved on 23.03.2012, from http://www.otherbs.com/2009/02/16/an-appreciation-of-piet-hein-the-man-who-wrote-10000-grooks/.

segunda-feira, 26 de março de 2012

No dia 5 de Março de 2012, o Público comemorou o seu 22º aniversário. O seu “director por um dia” foi o filósofo português José Gil. Porque vale a pena reler, divulgamos aqui o seu Editorial e convidamos à leitura de todo este número do Público, se ainda não o fez.


José Gil (2012, 5 de Março). Editorial. Público, p.4.
Disponível também neste endereço.
Páginas Paralelas:
Público, Edição do dia 5 de Março: numa biblioteca perto de si!
Edição digital (só para assinantes – acesso gratuito só no dia 5; a Edição em papel desse dia teve distribuição gratuita):

sexta-feira, 23 de março de 2012

Susana Tamaro, excerto de "Tobias e o Anjo"

Marta odiava ir à escola. Ali, as palavras que reinavam eram palavras-confusão. Palavras que pareciam importantes, mas que, na verdade, não queriam dizer absolutamente nada. Pelo menos na ideia dela. A cabeça de Marta estava repleta de perguntas, e nenhuma daquelas palavras-confusão conseguia responder às pergun­tas dela.

—  Quem são os reis de Roma? Rómulo e Remo, Anco Márcio, Túlio Hostílio... O que eu queria saber é por que vimos nós ao mundo. Se a Marianita come um quinto da torta, quanto fica para os outros meninos comerem? Para onde vão as pessoas quando já não existem? Quem e qual não levam acento na vogal. A toda a hora me apetece chorar e não sei porquê. Para não fazer figuras tristes, aprendi uma maneira de me defender. Olho fixamente uma coisa qualquer, um caderno, o saco de um colega, o canto preto do quadro. Olho e, devagarinho, entro lá para dentro; já não sou a Marta, mas o caderno, o saco do colega. Aconteça o que acontecer, mantenho-me indiferente, como se fosse feita de papel, de plástico, de madeira.

Poucos meses depois do começo das aulas, as professoras mandaram chamar os pais dela. Com o máximo de rodeios possível, disseram-lhes que a menina era um pouco «carente do ponto de vista das relações antropo-sociais e, no que respeita à reactividade verbal, parece manifestar uma espécie de ausência, curiosa e inexplicável».

— Percebeste? — disse o pai, à saída. — Uma maneira airosa de nos dizerem que ela não é como os outros.

— Sou diferente? — perguntou Marta ao avô, num dia em que contemplavam a chuva a cair para lá das vidraças.

— Diferente de quem?

— Não sei, dos outros.

— Os outros parecem-te iguais?

— No recreio, todos riem, todos se divertem. À hora das perguntas, sabem sempre as respostas certas.

— Gostavas de ser assim?

Marta respondeu afirmativamente.

— E porquê?

— Porque assim, pelo menos, ninguém faria pouco de mim.

— E isso é o mais importante? Tens a certeza?

— Acho que sim.

— Então, chega-te cá para eu te dizer um segredo.

Marta encostou um ouvido à boca do avô.

Psss psss pss...

— Podes repetir?

 Pss pss ps...

— Estás a falar a sério ou a mangar comigo?

— Jamais me atreveria —  respondeu o avô, fingindo-se ofendido.

— Mas eu não sei fazer nada. Nada de nada.

— Isso é o que tu pensas. Mas sempre que assim pensares, lembra-te de uma coisa: quem é diferente é mais rico. Nunca te contei, por exemplo, a história do patinho feio?

— Não.

—   Que distraído! Portanto, era uma vez, num quintal, uma pata que pôs ovos...
A partir daquele dia, o patinho feio tinha-se tornado a história de ambos. (…)

Susanna Tamaro (1999). Tobias e o Anjo. Lisboa: Editorial Presença. pp. 22-23.

Susana Tamaro – Biografia
Entrevista com Susana Tamaro

quinta-feira, 22 de março de 2012

quarta-feira, 21 de março de 2012

in-libris

Site da Livraria

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Cada árvore é um ser para ser em nós

Cada árvore é um ser para ser em nós
Para ver uma árvore não basta vê-la
A árvore é uma lenta reverência
uma presença reminiscente
uma habitação perdida
e encontrada
À sombra de uma árvore
o tempo já não é o tempo
mas a magia de um instante que começa sem fim
a árvore apazigua-nos com a sua atmosfera de folhas
e de sombras interiores
nós habitamos a árvore com a nossa respiração
com a da árvore
com a árvore nós partilhamos o mundo com os deuses

António Ramos Rosa (2002). Cada árvore é um ser para ser em nós. Porto: in-libris.

O poeta António Ramos Rosa desenhando (Excerto de filme de Gisela Rosa - 2009)

“Estou vivo e escrevo sol” de António Ramos Rosa (1966), dito por Eliane Alcântara