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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Páginas Paralelas:

Autran Dourado e Silviano Santiago na Revista Literária de Marcos Ribeiro

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Páginas paralelas:

Video: Tony Scott’s commercial for Saab at TopGear (BBC)

More commercials by Tony Scott here

Interview video: Tony Scott in 2009: 'I function off fear' (The Guardian)

Tony Scott: a career in pictures (The Guardian)

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Páginas Paralelas:

João Dixo: Biografia em Pintura ou não?

"João Dixo: "Pinto por amor ao que faço" (entrevista) - Jornal de Notícias (2009)

"Anos 70 - Atravessar Fronteiras" - exposição promovida pelo Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian (2009) - referência ao Grupo Puzzle do qual João Dixo foi membro fundador - disponível em artecapital.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Paginas Paralelas:

Amanda Ribeiro, “From Portugal With Love”, para cultivar o “turismo do sarcasmo”

P3 (17.09.2012)

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Lindstrom.“65% das marcas que compramos em adulto foram decididas aos 6 anos”

Por Vanda Marques,
ionline, 3 Jul 2012

Investigador, marketeer, consultor e um dos maiores gurus do branding, o dinamarquês Martin Lindstrom foi considerado pela revista “Time” uma das 100 pessoas mais influentes do mundo. O autor tem um novo livro e conversou com o i sobre como as marcas nos fazem lavagem ao cérebro
Aditivos na comida, nos batons e sentimentos de culpa. Vale tudo. O marketing é um assunto sério e Martin Lindstrom, publicitário dinamarquês, que trabalhou na Disney, PepsiCo, McDonalds e Microsoft, conta como é que as marcas nos andam a dar a volta. O livro “Brandwashed – Os Truques de Marketing que as Empresas usam para Manipular as Mentes” pode assustá-lo, mas é uma chamada de atenção para a forma como consumimos. Depois de ter estado um ano em celibato de marcas, Martin Lindstrom, eleito em 2009 uma das 100 pessoas mais influentes no mundo pela revista “Time”, quer tornar-nos mais conscientes. Em entrevista ao i explicou que é fácil reduzir as compras irreflectidas. Podemos começar por coisas tão simples como usar dinheiro e não o cartão e ouvir música que não gostamos: vai comprar menos 19%.

No livro diz que as nossas preferências por marcas surgem quando somos crianças. Como é possível?
Há algumas marcas que nos influenciam até quando estamos na barriga da mãe?

Isso acontece porque somos influenciados pelo sabor da comida ou pelos sons quando ainda estamos no útero. Estes sons criam-nos predisposições para certas coisas, como por exemplo música e até preferências de sabores. As marcas vão se tornando cada vez mais sofisticadas e começamos a ver como criam sons e sabores para chegarem ao útero. Assustador. Não são muitas as que fazem isto, mas há algumas que revelo no meu livro.
Quer dizer que somos viciados em marcas?

Sim, somos. As marcas dão-nos uma sensação de confiança e quanto mais pressionados nos sentimentos, mais confiamos nas marcas. Hoje sabemos que os jovens ficam mais viciados em marcas quanto menor é a sua autoconfiança e pelo caminho vão comprar ainda mais. Cerca de 70% dos miúdos sentem pressão na escola para vestir as marcas certas. É como um uniforme, ou usas o cool ou não fazes parte da tribo.
Como é que as empresas nos fazem uma lavagem ao cérebro?

Este é o meu sexto livro, depois de trabalhar durante 25 anos com marcas em todo o mundo, penso que é importante que os consumidores saibam o que se passa nos bastidores das empresas e ao mesmo tempo pressioná-las para que ponham a casa em ordem. Podemos dizer que todos achamos que somos imunes à publicidade, mas descobri – em parte porque fiz as minhas próprias experiências quando estive na desintoxicação de marcas – que não conseguimos viver sem marcas. Ainda mais importante é que quando acreditamos que somos imunes é quando estamos mais susceptíveis. A mensagem do meu livro é para que as pessoas tomem consciência do que se passa e se tornem consumidores informados e não ingénuos.
Quais são os principais truques utilizados pelas marcas para nos manipular?

Medo e culpa. Ao incutir medo em todas as mensagens somos 10 vezes mais capazes de escolher qualquer oferta que haja por aí. O medo de envelhecermos, engordarmos, ficarmos sozinhos, ser impopulares, ter uns filhos falhados. A culpa é um vírus em crescimento, principalmente entre as mulheres. Como forma de remover alguma dessa culpa, as marcas oferecem “soluções” – muitas vezes soluções que não resolvem nada. A culpa pode ser desde “não sou uma boa mãe”, a ter “problemas com o meu corpo”, a “não sou uma boa mulher”. E a ideia é: compra a marca X e vais ser feliz.
Mas como é que se mantém essa relação com a marca? Uma coisa é um impulso, uma vez.

Ao copiar o consumidor e as suas necessidades e ao criar uma imagem aspiracional, da qual gostaríamos de fazer parte. Deixa-me explicar: quando sentimos que a pessoa com quem estamos a falar realmente nos entende, vamos ouvi-la e aceitar os seus conselhos. Em segundo lugar, se for alguém que admiramos que queremos ser como ela ou segui-la. Estes são os fundamentos das marcas.
As marcas também criam necessidades que não temos, objectos que nem precisamos. Como é que o conseguem?

Vêm-me à cabeça uma tonelada de formas, umas boas e outras menos apelativas. Por exemplo, a Apple. Muitas pessoas amam a marca, é fácil de usar, tem um design incrível e é inovadora. No entanto, nos bastidores há muito mais a acontecer. Quando compras um produto da Apple ficas, de certa forma, preso. A Apple só funciona com a Apple. Só o iTunes funciona, só um staff autorizado da Apple pode abrir e mudar a bateria do teu iPod. Além disso, a marca cria uma segunda camada de necessidade, ou seja, precisamos de estar sempre a comprar o último modelo. Se não tens o iPhone 4S sentimo-nos um fracassado. Uma necessidade pode ser criada de várias maneiras.
Para o livro estudou várias marcas. Qual foi a que mais o surpreendeu?

De longe, a Carmex. É uma marca de batons que tem aditivos. Claro que a empresa argumenta que é mentira mas depois de inúmeras investigações e entrevistas com especialistas é óbvio que tem de existir um pouco de verdade aqui, porque quem começa a usar batons da Carmex não consegue parar.
No livro fala ainda de snacks e chocolates que têm substâncias viciantes. As empresas não acham que isso é ir longe de mais?

Algumas sim, outras não. Não preciso de dar exemplos como os cigarros, o álcool, talvez a moda, os produtos farmacêuticos, sem esquecer a moda dos upgrades dos gadgets. O vício tem dimensões muito diferentes.
Na publicidade aparecem muitas celebridades. Isso ajuda a vender?

Claro, e cada vez mais porque precisamos de líderes na nossa sociedade. Como já não confiamos nos políticos e as famílias reais são limitadas – a próxima geração de famílias reais são celebridades – precisamos de alguém em quem confiar, seguir e admirar para ganharmos autoconfiança.
Então quer dizer que sempre que compramos não o fazemos de forma racional?

Sabemos hoje que 85% das nossas decisões são tomadas inconscientemente, ou seja, feitas sem a nossa percepção. As marcas vivem nesse espaço, porque resumem-se a sentimentos.
Como é podemos ser consumidores mais inteligentes e menos ingénuos?

Arrisco-me a dizer, fora de brincadeiras, que será ao lerem “Brandwashed”. Mesmo assim, aqui ficam alguns conselhos:
1. Pagar em dinheiro. Ao pagar em dinheiro garantimos um relacionamento seguro e real com o dinheiro e dessa forma gastas menos. Na nossa experiência houve uma redução de 11%

2. Usar o iPod (ou outro gadget parecido) com música muito alta, de preferência uma que não gostes. Isto vai ajudar a cortar o lado mais sedutor das compras e assim compras menos coisas, cerca de 19%
3. Nunca leves as crianças às compras, elas fazem com que compres mais, um aumento de cerca de 26%

4. Deves comer antes de ir às compras, vai fazer com que compres muito menos, não apenas comida. Reduz cerca de 22%.
5. Nunca uses um carrinho de compras, é preferível carregares as compras nos braços. Nos últimos cinco anos o tamanho dos carrinhos de compras duplicou, o que gerou um aumento de 40% nas compras.

Porque decidiu trabalhar em marketing?
Adoro marketing. Trabalho em publicidade desde os 12 anos, quando comecei a minha própria publicidade. Quando tinha 8 anos só via anúncios televisivos e apagava a televisão quando os programas começavam.

O que o atrai na publicidade?
A psicologia e a capacidade incrível para fazer alguma coisa boa de forma poderosa. Por exemplo, uma campanha anti-tabagismo ou contra a condução sob o efeito de álcool.

Trabalhou com a McDonalds para criar uma imagem mais saudável na Europa, como a mudança para a cor verde. Como foi?
Uma das minhas condições para aceitar trabalhar com a McDonalds foi a criação de um novo e mais saudável Happy Meal. Criámos alguns conceitos incríveis que ainda hoje existem.

Durante um ano viveu sem marcas. Como correu a experiência?
Foi estranho, duro e divertido. Deixei de consumir marcas simplesmente porque... bem, estava viciado. Preciso de dizer mais alguma coisa? Quero dizer, sou um brand guy viciado no meu próprio medicamento. Irónico, não?

quinta-feira, 28 de junho de 2012

terça-feira, 26 de junho de 2012

Noam Chomsky
Imperial Ambitions: Conversations with Noam Chomsky on the Post-9/11 World
Interviews with David Barsamian
[David Barsamian) Your office here in a new building at MIT is opposite another new one that’s called the Center for Learning and Memory. One can only speculate as to what goes on there. But I’d like you to talk about memory and knowledge of history as a tool of resistance to propaganda.
[Noam Chomsky] It was well understood, long before George Orwell, that memory must be repressed. Not only memory but consciousness of what’s happening right in front of you must be repressed, because if the public comes to understand what’s being done in its name, it probably won’t permit it. That’s the main reason for propaganda. Otherwise there is no point in it. Why not just tell the truth? It’s easier to tell the truth than to lie. You don’t get caught. You don’t have to put any effort into it. But power systems never tell the truth, if they can get away with it, because they simply don’t trust the public.
On May 27, the New York Times ran an article about the interchanges between Henry Kissinger and Richard Nixon that included one of the most incredible sentences I’ve ever read. Kissinger fought very hard through the courts to try to prevent the transcripts from being released, but the courts permitted it. You read through them, and you find that at one point Nixon informed Kissinger that he wanted to launch a major assault on Cambodia under the pretense of airlifting supplies. He said, “I want them to hit everything.” And Kissinger transmitted the order to the Pentagon to carry out a “massive bombing campaign in Cambodia. Anything that flies on anything that moves.” That is the most explicit call for what we call genocide when other people do it that I’ve ever seen in the historical record.
Right at this moment, Slobodan Milošević, the former president of Yugoslavia, is on trial, and prosecutors are somewhat hampered because they can’t find direct orders linking Milošević to major atrocities on the ground in Bosnia. Suppose they found a statement from Milošević saying, “Hit everything. Anything that flies on anything that moves.” The trial would be over. Milošević would be sent away for multiple life sentences. But they can’t find any such document.
Was there any reaction to the Nixon-Kissinger transcripts? Did anybody notice it? Actually, I’ve brought this comment up in a number of talks, and I’ve noticed that people don’t’ seem to understand it. They might understand it the minute I say it, but not five minutes later, because it’s just too unacceptable. We cannot be people who openly and publicly call for genocide and then carry it out. That can’t be. So therefore it didn’t happen. And therefore it doesn’t even have to be wiped out of history, because it will never enter history.
David Barsamian (2006). Noam Chomsky – Imperial Ambitions: Conversations with Noam Chomsky on the Post-9/11 World. London: Penguin Books. pp. 99-101. First published in 2005.

segunda-feira, 30 de abril de 2012


Rob Riemen. “A classe dominante nunca será capaz de resolver a crise. Ela é a crise!”

Por Joana Azevedo Viana, publicado em 23 Abr 2012. [Versão integral da entrevista disponível aqui.]
O filósofo holandês esteve em Lisboa à conversa com o i sobre o espírito de resistência e o “eterno retorno do fascismo”
Thomas Mann e Franklin Roosevelt são dois dos homens que mais inspiram Rob Riemen, que esteve em Lisboa na semana passada a convite de Mário Soares para falar sobre o direito à resistência e para apresentar o seu último livro, “Eterno Retorno do Fascismo”. A chegada da fotojornalista ao lobby do Ritz acabou por dar o mote à conversa com o i.

A Patrícia foi uma das fotojornalistas em trabalho agredida pela polícia na greve geral de há um mês em Portugal.
Pela polícia?!

Sim. O episódio parece remeter para o “Eterno Retorno do Fascismo”...
Sim, falo disso neste livro. Estamos a lidar com o pânico da classe dominante, que se habitua ao poder para controlar a sociedade. Isso que me contas é um acto de pânico. E o interessante é que a classe dominante só entra em pânico quando perde a autoridade moral. Sem a autoridade moral, só lhe resta o poder que se transforma em violência.

O fascismo continua latente?
A minha geração cresceu convencida de que o que os nossos pais viveram nunca voltaria a acontecer na Europa. Quando vocês se livraram do fascismo nos anos 70, nos anos 90 devem ter pensado que não mais o viveriam. Mas uma geração depois, já estamos a assistir a uma espécie de regime fascista na Hungria, na Holanda o meu governo foi sequestrado pelos fascistas, pelo sr. [Geert] Wilders [do Partido da Liberdade]... Com uma nota comum a todos que é o ódio à Europa. Para Wilders, o grande inimigo era o Islão e agora são os países de alho.

Países de alho?
É o que ele chama a países como o vosso, Espanha, Polónia... A Europa tornou--se uma ameaça. Com a II Guerra Mundial aprendemos a lição de que a única saída, depois de séculos de sangue derramado, era ter uma Europa unida e agora as forças contra [essa união] estão a ganhar controlo. É o primeiro ponto. continuar a ler

Rob Riemen
Fonte: 
Joana Azevedo Viana (2012, 23 Abr.). «Rob Riemen "A classe dominante nunca será capaz de resolver a crise. Ela é a crise!"». Disponível em: http://www.ionline.pt/mundo/rob-riemen-classe-dominante-nunca-sera-capaz-resolver-crise-ela-crise-1.



quinta-feira, 19 de abril de 2012

Time Magazine, "10 Questions for Chris Kyle"

You've written a book, American Sniper. Are special-operations guys usually so public?
It's kind of frowned on. But I'm not trying to glorify myself. I didn't want to put the number of kills I had in there. I wanted to get it out about the sacrifices military families have to make.
That number is there though. You have purportedly the highest of any American — 160 "confirmed sniper kills." What does that mean?
When you take a shot and the guy goes down, you have to have witnesses verify that he is dead. We'd fill out an assessment of what happened — the time, the place, the caliber used, the distance, what he was doing, what he was wearing.
What goes through your mind when you kill someone?
The first time, you're not even sure you can do it. But I'm not over there looking at these people as people. I'm not wondering if he has a family. I'm just trying to keep my guys safe. Every time I kill someone, he can't plant an IED. You don't think twice about it.


Leia mais neste endereço: http://www.time.com/time/magazine/article/0,9171,2103753,00.html#ixzz1sDd9jX3L