Vhils
Saiba mais sobre o trabalho de Vhils aqui
Fonte: «Vhils esculpiu rosto de Zeca Afonso em escola do Seixal». Público, 4 de abril de 2014. Disponível em: http://www.publico.pt/local/noticia/vhils-esculpiu-rosto-de-zeca-afonso-em-escola-do-seixal-1630988#/0 (acedido a 4 de abril de 2014).
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segunda-feira, 7 de abril de 2014
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Gao Xingjian
Instantâneos
[excerto]
[…]
«Um pequeno chinês…», o velho negro canta em inglês sem lhe lançar um olhar. A velha negra acaricia o teclado, quase deitada sobre o piano, balança o corpo ao compasso, absorvida pela música, como se estivesse bêbeda ou apaixonada, também não olha. Ele está entretido a beber a sua cerveja. Sob a luz azul fluorescente do bar, ninguém olha para ninguém. A assistência, embalada pela música, parece um grupo de marionetas a mexer a cabeça.
O cavalo empinou as patas da frente. Patas cobertas de pêlos. «Vagabundeia pelo mundo…» O canto do velho homem negro recomeça.
A velha mulher dá o acorde, o sol ressoa nos cascos dos cavalos. «Vagabundeia pelo mundo… Vagabundeia pelo mundo…» O velho homem negro é acompanhado pela bateria e a assistência move a cabeça ao ritmo.
A corda desliza de mão em mão; em baixo, os pés calçados com sapatos de couro estão solidamente ancorados na relva verde.
A espuma voa no ar, as vagas batem no molhe. Em baixo, a maré sobe, a praia já desapareceu completamente. O sol continua brilhante, mas o céu e o mar parecem de um azul ainda mais forte.
A extremidade da corda acaba por aparecer. Um enorme peixe morto preso a um anzol vermelho é lançado sobre a erva verde. Tem a boca muito aberta como se ainda respirasse; de facto, está morto. O seu olho muito redondo já não tem brilho, mas ainda tem uma expressão de pavor.
A água do mar ultrapassa o molhe e espraia-se no dique molhado. O céu torna-se azul escuro e a luz do sol extraordinariamente transparente.
Uma grande barata de asas luzidias agita as antenas. Trepa pelo tapete felpudo de uma brancura leitosa. Avança sobre os fios entrançados. No círculo de luz do lustre suspenso sobre o tapete recorta-se a parte de trás de um cavalo esculpido em madeira de palissandro: as duas patas posteriores e a garupa lisas e brilhantes. Os cascos estão cobertos por uma lamela de cobre fixada por pequenos pregos delicadamente trabalhados.
«Vagabundeia… pelo mundo! Vagabundeia… pelo mundo!» O teclado recomeça a cantar sob as mãos negras cobertas de rugas. Abana incessantemente a cabeça ao ritmo da música. Em frente dele, no balcão, estão alinhadas três garrafas de cerveja vazias. Na mão tem um copo meio cheio. Uma mulher branca instala-se no banco ao lado do seu, coxas apertadas por uma saia de cabedal, tão lisas e brilhantes como a garupa de um cavalo.
A água do mar, como uma peça de cetim negro, espraia-se no dique; um peixe morto jaz na água que se estende. Nem um som. A maré e o vento quedaram-se subitamente. Parece que o tempo parou. Só a água do mar se espraia, negro cetim estendido. Talvez não se mova. É apenas uma impressão, uma sensação, uma imagem que se pressente.
[…]
Gao, Xingjian (2001). Instantâneos. In Uma Cana de Pesca para o Meu Avô (3ª ed.).
(Carlos Aboim de Brito, Trad.). Lisboa: Publicações Dom Quixote. pp. 100-101.
Páginas Paralelas:
Gao Xingjian’s Biography and Nobel Letcure
«Prix Nobel de littérature 2000, poète, dramaturge, peintre, Gao Xingjian a choisi Marseille pour s'y installer durant une année. "L'Année Gao à Marseille" a été pour l'artiste un défi fou et osé : Art plastiques, Théâtre, Opéra, Colloque international, Cinéma, autant d'œuvres inédites d'une éthique métaphysique rare et présentées aux Marseillais comme une démarche volontaire d'Art Total, avec comme Commissaire général Salvatore Lombardo. La réalisation de Alain Melka nous révèle, tout en poésie et pudeur, une œuvre majestueuse et unique, mais surtout un homme, Gao Xingjian, épris de liberté artistique et humaine. "Un oiseau dans la ville", les ailes du langage absolu.»
Alain Melka (2003). "L'Année Gao à Marseille". Digital Media Production:
terça-feira, 4 de junho de 2013
Hazul Luzah
Antes
Graffiti de Hazul, numa das ruas do Porto. Disponível em http://hazulmural.tumblr.com/
Depois (da “limpeza” camarária)
Obra de Hazul destruída pela “brigada anti-grafito” da Câmara do Porto. Disponível em http://m.jn.pt/m/newsArticle?contentId=3243459&related=no
Tomai cultura
Carla Romualdo
[excerto]
Aqui na terra onde se agarra a carteira quando alguém fala de cultura, temos paredes que falam, temos paredes que gritam, temos paredes que nos fazem parar e agradecer que haja quem nos deixe recados espalhados pelas esquinas. É uma sorte que ainda nos vai restando e às vezes até nos faz ganhar o dia, basta um desvio não pensado, um súbito olhar de relance para a ruela por onde nunca vamos.
Não estou a falar de tags, de cagalhotos pintalgados nas paredes, de pirocas (embora também esses possam justificar-se, que as paredes não são todas iguais). Estou a falar de arte, aquilo a que se convencionou chamar arte urbana, expressão criativa num espaço público. E entre os muitos talentos que nos povoam as ruas está o Hazul Luzah, cuja obra podem conhecer melhor aqui, e, por enquanto, em algumas ruas da cidade.
Já por aqui falei da sanha de Rui Rio contra as paredes, uma paixão que o faz abrir a carteira e gastar como um louco, 150 mil euros garantidos para a limpeza das paredes numa autarquia que não pôde desembolsar metade para assegurar a Feira do Livro. A campanha anti-grafito foi lançada com um frenesim de baldes de água e cheiro a sabão, uma actualização da aldeia da roupa branca para os nossos dias, que ter contas em dia e ser limpinho será sempre motivo de orgulho entre pobres. Aqui d’el rei, gemeu o autarca, que os vândalos estão a ocupar a cidade e ainda hão-de afugentar-nos os turistas, logo agora que estamos tão necessitados das divisas. E com deus como minha testemunha vos garanto, que enquanto eu mandar não há-de haver parede que me desobedeça.
[…]
(Ler mais, no blog aventar)
Páginas Paralelas:
Murais de Hazul disponíveis aqui
“Rui Rio diz que “lei é igual para todos”. “Graffiters” não são excepção”. Porto 24 (28.05.2013). Disponível aqui
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Hanif Kureishi
Midnight All Day
[excerpt]
Ian lay back in the only chair in the room in Paris, waiting for Marina to finish in the bathroom. She would be some time, since she was applying unguents – seven different ones, she had told him – over most of her body, rubbing them in slowly. She was precious to herself.
He was glad to have a few minutes alone. There had been many important days recently; he suspected that this would be the most important and that his future would turn on it.
For the past few mornings, before they went out for breakfast, he had listened to Schubert’s Sonata in B Flat Major, which he had not previously known. Apart from a few pop tapes, it was the only music in Anthony’s flat. Ian had pulled it out from under the futon on their first day there.
Now, as he got up to play the CD, he glimpsed himself in the wardrobe mirror and saw himself as a character in a Lucian Freud painting; a middle-aged man in a thin, tan raincoat, ashen-faced, standing beside a dying pot plant, overweight and with, to his surprise, an absurd expression of hope, or the desire to please, in his eyes. He would have laughed, had he not lost his sense of humour.
[…]
London: Faber and Faber. p. 157.
Páginas paralelas:
The official Hanif Kureishi web site (includes original writing)
Lucian Freud’s Art available here
quarta-feira, 1 de maio de 2013
terça-feira, 19 de março de 2013
FADO FALADO
Aníbal Nazaré e Nelson de Barros
Fado Triste
Fado negro das vielas
Onde a noite quando passa
Leva mais tempo a passar
Ouve-se a voz
Voz inspirada de uma raça
Que mundo em fora nos levou
Pelo azul do mar
Se o fado se canta e chora
Também se pode falar
Mãos doloridas na guitarra
que desgarra dor bizarra
Mãos insofridas, mãos plangentes
Mãos frementes e impacientes
Mãos desoladas e sombrias
Desgraçadas, doentias
Quando à traição, ciúme e morte
E um coração a bater forte
Uma história bem singela
Bairro antigo, uma viela
Um marinheiro gingão
E a Emília cigarreira
Que ainda tinha mais virtude
Que a própria Rosa Maria
Em dia de procissão
Da Senhora da Saúde
Os beijos que ele lhe dava
Trazia-os ele de longe
Trazia-os ele do mar
Eram bravios e salgados
E ao regressar à tardinha
O mulherio tagarela
De todo o bairro de Alfama
Cochichava em segredinho
Que os sapatos dele e dela
Dormiam muito juntinhos
Debaixo da mesma cama
Pela janela da Emília
Entrava a lua
E a guitarra
À esquina de uma rua gemia,
Dolente a soluçar.
E lá em casa:
Mãos amorosas na guitarra
Que desgarra dor bizarra
Mãos frementes de desejo
Impacientes como um beijo
Mãos de fado, de pecado
A guitarra a afagar
Como um corpo de mulher
Para o despir e para o beijar
Mas um dia,
Mas um dia santo Deus, ele não veio
Ela espera olhando a lua, meu Deus
Que sofrer aquele
O luar bate nas casas
O luar bate na rua
Mas não marca a sombra dele
Procurou como doida
E ao voltar da esquina
Viu ele acompanhado
Com outra ao lado, de braço dado
Gingão, feliz, levião
Um ar fadista e bizarro
Um cravo atrás da orelha
E preso à boca vermelha
O que resta de um cigarro
Lume e cinza na viela,
Ela vê, que homem aquele
O lume no peito dela
A cinza no olhar dele
E o ciúme chegou como lume
Queimou, o seu peito a sangrar
Foi como vento que veio
Labareda atear, a fogueira aumentar
Foi a visão infernal
A imagem do mal que no bairro surgiu
Foi o amor que jurou
Que jurou e mentiu
Correm vertigens num grito
Direito ou maldito que há-de perder
Puxa a navalha, canalha
Não há quem te valha
Tu tens de morrer
Há alarido na viela
Que mulher aquela
Que paixão a sua
E cai um corpo sangrando
Nas pedras da rua
Mãos carinhosas, generosas
Que não conhecem o rancor
Mãos que o fado compreendem
e entendem sua dor
Mãos que não mentem
Quando sentem
Outras mãos para acarinhar
Mãos que brigam, que castigam
Mas que sabem perdoar
E pouco a pouco o amor regressou
Como lume queimou
Essas bocas febris
Foi um amor que voltou
E a desgraça trocou
Para ser mais feliz
Foi uma luz renascida
Um sonho, uma vida
De novo a surgir
Foi um amor que voltou
Que voltou a sorrir
Há gargalhadas no ar
E o sol a vibrar
Tem gritos de cor
Há alegria na viela
E em cada janela
Renasce uma flor
Veio o perdão e depois
Felizes os dois
Lá vão lado a lado
E digam lá se pode ou não
Falar-se o fado.
Fado negro das vielas
Onde a noite quando passa
Leva mais tempo a passar
Ouve-se a voz
Voz inspirada de uma raça
Que mundo em fora nos levou
Pelo azul do mar
Se o fado se canta e chora
Também se pode falar
Mãos doloridas na guitarra
que desgarra dor bizarra
Mãos insofridas, mãos plangentes
Mãos frementes e impacientes
Mãos desoladas e sombrias
Desgraçadas, doentias
Quando à traição, ciúme e morte
E um coração a bater forte
Uma história bem singela
Bairro antigo, uma viela
Um marinheiro gingão
E a Emília cigarreira
Que ainda tinha mais virtude
Que a própria Rosa Maria
Em dia de procissão
Da Senhora da Saúde
Os beijos que ele lhe dava
Trazia-os ele de longe
Trazia-os ele do mar
Eram bravios e salgados
E ao regressar à tardinha
O mulherio tagarela
De todo o bairro de Alfama
Cochichava em segredinho
Que os sapatos dele e dela
Dormiam muito juntinhos
Debaixo da mesma cama
Pela janela da Emília
Entrava a lua
E a guitarra
À esquina de uma rua gemia,
Dolente a soluçar.
E lá em casa:
Mãos amorosas na guitarra
Que desgarra dor bizarra
Mãos frementes de desejo
Impacientes como um beijo
Mãos de fado, de pecado
A guitarra a afagar
Como um corpo de mulher
Para o despir e para o beijar
Mas um dia,
Mas um dia santo Deus, ele não veio
Ela espera olhando a lua, meu Deus
Que sofrer aquele
O luar bate nas casas
O luar bate na rua
Mas não marca a sombra dele
Procurou como doida
E ao voltar da esquina
Viu ele acompanhado
Com outra ao lado, de braço dado
Gingão, feliz, levião
Um ar fadista e bizarro
Um cravo atrás da orelha
E preso à boca vermelha
O que resta de um cigarro
Lume e cinza na viela,
Ela vê, que homem aquele
O lume no peito dela
A cinza no olhar dele
E o ciúme chegou como lume
Queimou, o seu peito a sangrar
Foi como vento que veio
Labareda atear, a fogueira aumentar
Foi a visão infernal
A imagem do mal que no bairro surgiu
Foi o amor que jurou
Que jurou e mentiu
Correm vertigens num grito
Direito ou maldito que há-de perder
Puxa a navalha, canalha
Não há quem te valha
Tu tens de morrer
Há alarido na viela
Que mulher aquela
Que paixão a sua
E cai um corpo sangrando
Nas pedras da rua
Mãos carinhosas, generosas
Que não conhecem o rancor
Mãos que o fado compreendem
e entendem sua dor
Mãos que não mentem
Quando sentem
Outras mãos para acarinhar
Mãos que brigam, que castigam
Mas que sabem perdoar
E pouco a pouco o amor regressou
Como lume queimou
Essas bocas febris
Foi um amor que voltou
E a desgraça trocou
Para ser mais feliz
Foi uma luz renascida
Um sonho, uma vida
De novo a surgir
Foi um amor que voltou
Que voltou a sorrir
Há gargalhadas no ar
E o sol a vibrar
Tem gritos de cor
Há alegria na viela
E em cada janela
Renasce uma flor
Veio o perdão e depois
Felizes os dois
Lá vão lado a lado
E digam lá se pode ou não
Falar-se o fado.
“Fado falado” por João Villaret
Disponível em http://www.youtube.com/watch?v=Aj0cNJpJnFE
Páginas Paralelas:
Veja “O Fado na Arte – pintura” no blog ComJeitoeArte
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segunda-feira, 11 de março de 2013
Cesário Verde
AVE-MARIAS
Nas nossas ruas, ao anoitecer,
Há tal soturnidade, há tal melancolia,
Que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia
Despertam-me um desejo absurdo de sofrer.
O Céu parece baixo e de neblina,
O gás extravasado enjoa-me, perturba;
E os edifícios, com as chaminés, e a turba,
Toldam-se duma cor monótona e londrina.
Batem os carros de aluguer, ao fundo,
Levando à via férrea os que se vão. Felizes!
Ocorrem-me em revista exposições, países:
Madrid, Paris, Berlim, S. Petersburgo, o mundo!
Semelham-se a gaiolas, com viveiros,
As edificações somente emadeiradas:
Como morcegos, ao cair das badaladas,
Saltam de viga em viga os mestres carpinteiros.
Voltam os calafates, aos magotes,
De jaquetão ao ombro, enfarruscados, secos;
Embrenho-me, a cismar, por boqueirões, por becos,
Ou erro pelos cais a que se atracam botes.
E evoco, então, as crónicas navais:
Mouros, baixéis, heróis, tudo ressuscitado!
Luta Camões no Sul, salvando um livro a nado!
Singram soberbas naus que eu não verei jamais!
E o fim da tarde inspira-me; e incomoda!
De um couraçado inglês vogam os escaleres;
E em terra num tinir de louças e talheres
Flamejam, ao jantar, alguns hotéis da moda.
Num trem de praça arengam dois dentistas;
Um trôpego arlequim braceja numas andas;
Os querubins do lar flutuam nas varandas;
Às portas, em cabelo, enfadam-se os lojistas!
Vazam-se os arsenais e as oficinas;
Reluz, viscoso, o rio; apressam-se as obreiras;
E num cardume negro, hercúleas, galhofeiras,
Correndo com firmeza, assomam as varinas.
Vêm sacudindo as ancas opulentas!
Seus troncos varonis recordam-me pilastras;
E algumas, à cabeça, embalam nas canastras
Os filhos que depois naufragam nas tormentas.
Descalças! Nas descargas de carvão,
Desde manhã à noite, a bordo das fragatas;
E apinham-se num bairro aonde miam gatas,
E o peixe podre gera os focos de infecção!
Verde, Cesário [1986]. O Livro de Cesário Verde.
Lisboa: Círculo de Leitores. pp. 77-79.
Páginas Paralelas:
Almada Negreiros: painéis para a Estação Marítima de Alcântara, em Lisboa (1934-1943). Disponível no blog “Do Porto e Não Só…”, com informação detalhada sobre esta obra
Almada Negreiros: painéis para a Estação Marítima de Alcântara, em Lisboa (1934-1943). Disponível no blog “Do Porto e Não Só…”, com informação detalhada sobre esta obra
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Homenagem a Carlos Alberto Bau (fotógrafo)
Carlos Alberto Bau era um fotógrafo amador argentino, falecido em fevereiro de 2010, quando a avionete em que viajava se despenhou. Deixamos aqui alguns dos seus trabalhos.
Foto disponível em Fotothing
Carlos Alberto Bau era um fotógrafo amador argentino, falecido em fevereiro de 2010, quando a avionete em que viajava se despenhou. Deixamos aqui alguns dos seus trabalhos.
Fotos disponíveis em:
Ver Tributo a Carlos Alberto Bau no Club Photo de Pornichet
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Páginas Paralelas:
Antoni Tàpies: Biografia - Fundació Antoni Tàpies
Alfabet Tàpies, documentário da ALEA TV, dirigido por Daniel Hernández (2003) no vimeo
Antoni Tàpies on ArtCyclopedia
"Antoni Tapies: A definite stir within the art world". The Prisma (2012)
Antoni Tàpies: Biografia - Fundació Antoni Tàpies
Alfabet Tàpies, documentário da ALEA TV, dirigido por Daniel Hernández (2003) no vimeo
Antoni Tàpies on ArtCyclopedia
"Antoni Tapies: A definite stir within the art world". The Prisma (2012)
terça-feira, 11 de dezembro de 2012
Oscar Niemeyer (1907-2012)
Foto: The Guardian
“Suor, sangue e pobreza marcaram a história desta América Latina tão desarticulada e oprimida. Agora urge reajusta-la num monobloco intocável, capaz de fazê-la independente e feliz.” (Oscar Niemeyer)
Saiba mais sobre o Memorial da América Latina aqui.
Foto: The Guardian
A Mão, no Memorial da América Latina, em S. Paulo,
conjunto arquitetónio desenhado por Niemeyer (1989)
Foto: Disponível em Prix
“Suor, sangue e pobreza marcaram a história desta América Latina tão desarticulada e oprimida. Agora urge reajusta-la num monobloco intocável, capaz de fazê-la independente e feliz.” (Oscar Niemeyer)
Saiba mais sobre o Memorial da América Latina aqui.
Páginas Paralelas:
A obra de Oscar Niemeyer em fotos - disponível no sítio da TSF
O Museu Oscar Niemeyer em Curitiba
A obra de Oscar Niemeyer em fotos - disponível no sítio da TSF
O Museu Oscar Niemeyer em Curitiba
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
João Dixo (1941-2012)
Fonte
Fonte
João Dixo
Fonte: Mar à vista...
"Bandeira Nacional"
Acrílico e colagem sobre tela
Grupo Puzzle: Albuquerque Mendes, Armando Azevedo, Carlos Carreiro, Dario Alves, Fernando Pinto Coelho, Graça Morais, Jaime Silva, João Dixo e Pedro Rocha)
Fonte: Machina Speculatrix
Páginas Paralelas:
João Dixo: Biografia em Pintura ou não?
"João Dixo: "Pinto por amor ao que faço" (entrevista) - Jornal de Notícias (2009)
"Anos 70 - Atravessar Fronteiras" - exposição promovida pelo Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian (2009) - referência ao Grupo Puzzle do qual João Dixo foi membro fundador - disponível em artecapital.
João Dixo: Biografia em Pintura ou não?
"João Dixo: "Pinto por amor ao que faço" (entrevista) - Jornal de Notícias (2009)
"Anos 70 - Atravessar Fronteiras" - exposição promovida pelo Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian (2009) - referência ao Grupo Puzzle do qual João Dixo foi membro fundador - disponível em artecapital.
sexta-feira, 23 de novembro de 2012
"Fever"
Jacek Yerka
Ilustração de Jacek Yerka que acompanha o conto "Fever" de Harlan Ellison para Mind Fields: The Art of Jacek Yerka, the Fiction of Harlan Ellison (1994). Disponível em http://yerka.org.ru/mind_fields/fever.html.
"Fever" parte da ideia de que Ícaro, a conhecida figura mitológica grega, não morre na queda e, sofrendo embora de amnésia, prossegue a sua vida, atormentado por uma febre nocturna e sonhos estranhos, em que vê inexplicáveis rostos nas nuvens.
Ver também "The Surreal Paintings that Inspired Harlan Ellison".
Jacek Yerka
Ilustração de Jacek Yerka que acompanha o conto "Fever" de Harlan Ellison para Mind Fields: The Art of Jacek Yerka, the Fiction of Harlan Ellison (1994). Disponível em http://yerka.org.ru/mind_fields/fever.html.
"Fever" parte da ideia de que Ícaro, a conhecida figura mitológica grega, não morre na queda e, sofrendo embora de amnésia, prossegue a sua vida, atormentado por uma febre nocturna e sonhos estranhos, em que vê inexplicáveis rostos nas nuvens.
Ver também "The Surreal Paintings that Inspired Harlan Ellison".
Páginas Paralelas:
O mito de Ícaro: GreekMyths& Greek Mythology
"Icarus", a poem by Edward Field, que parte também da ideia da sobrevivência de Ícaro.
Yerkaland: visite o mundo do artista polaco Jacek Yerka.
O mito de Ícaro: GreekMyths& Greek Mythology
"Icarus", a poem by Edward Field, que parte também da ideia da sobrevivência de Ícaro.
Yerkaland: visite o mundo do artista polaco Jacek Yerka.
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Um chá para Alice
Pormenor: Maggie Taylor (EUA), Always tea time
(Colagem digital, 2008)
Um Chá para Alice
1 novembro 2012 / 10 fevereiro 2013
Edifício Sede – entrada livre
Informação disponível no site do Museu CalousteGulbenkian
Museu Calouste Gulbenkian
Exposição
abre dia 1 de novembroPormenor: Maggie Taylor (EUA), Always tea time
(Colagem digital, 2008)
Celebrar a figura
central do clássico de Lewis Carroll através de algumas das mais sugestivas
ilustrações contemporâneas é o propósito da exposição Um Chá para Alice que a
Fundação apresenta na sala de Exposições Temporárias (piso 01).
A exposição reúne
uma centena de originais de alguns dos melhores ilustradores contemporâneos –
21 autores de 15 países –, que apresentam o seu olhar único sobre uma obra que
sempre constituiu uma inesgotável fonte de inspiração de artistas de todo o
mundo: Alice no País das Maravilhas. O eixo central da exposição é o
emblemático episódio do chá do Chapeleiro Maluco e da Lebre de Março que
inspirou ilustrações tão diversas quantos os autores presentes, e que serão
mostradas em mesas desenhadas para o efeito. Serão, ao todo, 21 mesas – uma por
cada ilustrador – com formas e alturas distintas, formando uma espécie de
lagarta louca, onde todas ilustrações estarão expostas.
A mostra foi
estreada este verão no Story Museum, em Oxford, cidade que viu nascer esta
narrativa há 150 anos e que veio a tornar-se um dos contos mais universais e
intemporais de sempre, hoje traduzido para mais de uma centena de idiomas.
Imaginada por Ju Godinho e Eduardo Filipe, e apoiada pela Fundação Calouste Gulbenkian, a exposição propõe mostrar várias representações visuais contemporâneas deste conto, que teve como primeiro ilustrador o próprio Lewis Carroll, que encheu o manuscrito original de desenhos. A partir daí, sucederam-se as mais diversas ilustrações até aos nossos dias. Algumas das mais notáveis podem ser agora vistas na Fundação até 10 de fevereiro.
Os artistas
representados são Alain Gauthier, Lucie Laroche, Nicole Claveloux e Rebecca
Dautrement (França), Anthony Browne, Helen Oxenbury e John Vernon Lord (Reino
Unido), Chiara Carrer e Lisa Nanni (Itália), Anne Herbauts (Bélgica), Dusan
Kallay (Eslováquia), Iban Barrenetxea (Espanha), Joanna Concejo (Polónia),
Klaus Ensikat (Alemanha), Lisbeth Zwerger (Áustria), Maggie Taylor (EUA),
Narges Mohammadi (Irão), Nelson Cruz (Brasil), Suzy Lee (Coreia do Sul), Teresa
Lima (Portugal) e Vladimir Clavijo (Rússia).Imaginada por Ju Godinho e Eduardo Filipe, e apoiada pela Fundação Calouste Gulbenkian, a exposição propõe mostrar várias representações visuais contemporâneas deste conto, que teve como primeiro ilustrador o próprio Lewis Carroll, que encheu o manuscrito original de desenhos. A partir daí, sucederam-se as mais diversas ilustrações até aos nossos dias. Algumas das mais notáveis podem ser agora vistas na Fundação até 10 de fevereiro.
As imagens de
cada um deles transportam o espectador para uma dimensão paralela ao texto, uma
dimensão visual feita de cores, formas, texturas e relações volumétricas.
Através da visão e da arte de cada artista o público é levado a revisitar
episódios e personagens, a comparar estilos, escolas e técnicas, a reconhecer
influências culturais e a descobrir novas interpretações.
A estreita
colaboração com a Biblioteca de Munique permite incluir nesta mostra um grande
número de edições antigas e modernas deste conto que podem ser consultadas pelo
público.Um Chá para Alice
1 novembro 2012 / 10 fevereiro 2013
Edifício Sede – entrada livre
Informação disponível no site do Museu CalousteGulbenkian
terça-feira, 30 de outubro de 2012
As idades do mar
Nova exposição do Museu Calouste Gulbenkian
A partir do dia 26 de Outubro, o Museu
Gulbenkian apresenta uma exposição centrada nas representações físicas e
simbólicas do Mar ao longo de quatro séculos da pintura ocidental (séculos
XVI-XX), por artistas como Turner, Friedrich, Ingres, Guardi, Bocklin,
Constable, Lorrain, Monet, Courbet, Klee, Dufy, De Chirico, Manet ou Van Goyen,
entre muitos outros. A pintura portuguesa estará representada por nomes como
Amadeo, Vieira da Silva, Sousa Lopes, Noronha da Costa, António Carneiro ou
João Vaz.
Com curadoria de João Castel-Branco Pereira, diretor do Museu Gulbenkian, As Idades do Mar reúne 108 obras vindas de meia centena de instituições nacionais e estrangeiras e conta com mais de uma dezena de peças da coleção do Museu d’Orsay.
A abrir a exposição estará A Largada do Bucentauro de Francesco Guardi, obra pertencente à coleção do Museu Gulbenkian e que sintetiza as linhas programáticas da mostra representando um ritual que se cumpria anualmente na cidade de Veneza que simbolizava o casamento entre a Terra e o Mar.
A exposição desenvolve-se, a partir daí, em seis núcleos distintos: A Idade dos Mitos; A Idade do Poder; A Idade do Trabalho; A Idade das Tormentas; A Idade Efémera; A Idade Infinita.
Em torno da exposição realizam-se três conferências sobre iconografia do mar na azulejaria, na tapeçaria e na pintura, nos dias 5, 12 e 26 de novembro, às 18h, no Auditório 3.
Fundação Calouste Gulbenkian
Sala de Exposições Temporárias da Sede 26 de outubro 2012 - 27 de janeiro 2013
10h-18h
Com curadoria de João Castel-Branco Pereira, diretor do Museu Gulbenkian, As Idades do Mar reúne 108 obras vindas de meia centena de instituições nacionais e estrangeiras e conta com mais de uma dezena de peças da coleção do Museu d’Orsay.
A abrir a exposição estará A Largada do Bucentauro de Francesco Guardi, obra pertencente à coleção do Museu Gulbenkian e que sintetiza as linhas programáticas da mostra representando um ritual que se cumpria anualmente na cidade de Veneza que simbolizava o casamento entre a Terra e o Mar.
A exposição desenvolve-se, a partir daí, em seis núcleos distintos: A Idade dos Mitos; A Idade do Poder; A Idade do Trabalho; A Idade das Tormentas; A Idade Efémera; A Idade Infinita.
Em torno da exposição realizam-se três conferências sobre iconografia do mar na azulejaria, na tapeçaria e na pintura, nos dias 5, 12 e 26 de novembro, às 18h, no Auditório 3.
Fundação Calouste Gulbenkian
Sala de Exposições Temporárias da Sede 26 de outubro 2012 - 27 de janeiro 2013
10h-18h
Informação disponível no site do Museu Calouste Gulbenkian
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