Páginas Paralelas:
Aqui pode encontrar a biografia, contos e poemas de Edgar Allan Poe.
terça-feira, 24 de abril de 2012
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Semana dedicada a bichos e outros animais
Jacques Prévert. Os primeiros burros. In Jacques Prévert (s/d). Histórias para meninos sem juízo. (Pedro Tamen, Trad.). Lisboa: Teorema. pp. 79-91. (publicado pela primeira vez em 1947)
“Os Primeiros Burros”
Jacques Prévert
Dantes os burros eram completamente selvagens, isto é, comiam quando tinham fome, bebiam quando tinham sede e corriam pela erva quando isso lhes apetecia.
Às vezes vinha um leão que comia um burro, e logo todos os outros burros desatavam a fugir gritando como burros, mas no dia seguinte já não pensavam mais nisso e recomeçavam a zurrar, a beber, a comer, a correr, a dormir… Em suma, excepto nos dias em que aparecia um leão, tudo corria bastante bem.
Um dia, os reis da criação (é o nome que os homens gostam de dar a si mesmos) chegaram à terra dos burros, e os burros, muito contentes por verem caras novas, galoparam ao encontro dos homens.
Os burros (falando enquanto galopam): “São uns animais engraçados, pálidos, andam com duas patas, têm orelhas muito pequenas, não são muito bonitos mas temos de lhes proporcionar uma recepçãozita… é o mínimo que podemos fazer…”
E os burros põem-se a fazer graças, rebolam pela erva agitando as patas, cantam a canção dos burros, e depois, engraçadíssimo, começam a dar uns empurrõezinhos nos homens para os fazerem cair no chão; mas o homem não gosta muito de brincadeiras quando não é ele a brincar, e ainda não passaram cinco minutos desde que os reis da criação chegaram à terra dos burros e já todos os burros estão amarrados como salpicões.
Todos menos o mais novo, o mais tenro, que é morto e assado no espeto, com todos os homens à sua volta de faca na mão. Quando o burro já está bem passado, os homens começam a comer e fazem uma careta de mau humor, atirando depois com as facas para o chão.
Um dos homens (falando sozinho): “Não tem comparação com a vaca, não tem comparação com a vaca!”
Outro: “Não presta, gosto mais de carneiro!”
Outro: “Ai que mau que é” (chora).
E os burros presos, vendo o homem a chorar, pensam que é o remorso que lhe puxa as lágrimas.
“Vão deixar-nos ir embora”, pensam os burros, mas os homens levantam-se e começam a falar todos ao mesmo tempo com grandes gestos.
Coro de homens: “Estes animais não servem para comer, dão gritos desagradáveis, têm orelhas ridículas e compridas, são de certeza estúpidos e não sabem ler nem contar; vamos chamar-lhes burros porque tal nos agrada, e serão eles a transportar os nossos embrulhos.
“Nós é que somos os reis. Em frente!”
E os homens levaram os burros.
Páginas Paralelas:
Biographie et poèmes de Jacques Prévert
“"Quand je ne serai plus, ils n'ont pas fini de déconner. Ils me connaîtront mieux que moi-même"
sexta-feira, 20 de abril de 2012
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Time Magazine, "10 Questions for Chris Kyle"
You've written a book, American Sniper. Are special-operations guys usually so public?
It's kind of frowned on. But I'm not trying to glorify myself. I didn't want to put the number of kills I had in there. I wanted to get it out about the sacrifices military families have to make.
That number is there though. You have purportedly the highest of any American — 160 "confirmed sniper kills." What does that mean?
When you take a shot and the guy goes down, you have to have witnesses verify that he is dead. We'd fill out an assessment of what happened — the time, the place, the caliber used, the distance, what he was doing, what he was wearing.
What goes through your mind when you kill someone?
The first time, you're not even sure you can do it. But I'm not over there looking at these people as people. I'm not wondering if he has a family. I'm just trying to keep my guys safe. Every time I kill someone, he can't plant an IED. You don't think twice about it.
Leia mais neste endereço: http://www.time.com/time/magazine/article/0,9171,2103753,00.html#ixzz1sDd9jX3L
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Ricardo Araújo Pereira, "Bom dia. 174 pessoas gostam disto"
Eu sou filho único, mas houve um tempo em que desejei muito ter uma irmã. Foi quando, aos 14 anos, li Os Maias e percebi que dois irmãos podem divertir-se imenso. Após a leitura da obra de Eça de Queirós, compreendi a razão pela qual a fraternidade é um valor tão prezado. Os clássicos iluminam-nos, não há dúvida nenhuma. No entanto, nem todos os leitores podem ter a minha sensibilidade, e por isso é natural que o livro não comova toda a gente como me comoveu a mim. A Fnac acaba de lançar uma campanha que sugere: "Troque Os Maias pela Mayer". O anúncio gerou tanto sarrabulho no Facebook que foi rapidamente retirado. Este caso tem tamanha quantidade de factos a exigir reflexão que até tenho medo que me faça mal.
terça-feira, 17 de abril de 2012
"As 20 mais belas livrarias do mundo"
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| Foto disponível aqui. |
A livraria Ler Devagar, em Lisboa, a livraria Lello, no Porto, e a Livraria da Vila, em São Paulo, estão entre as 20 mais belas livrarias do mundo.
A escolha foi feita pelo Flavorwire, agregador de notícias culturais, e coloca Portugal e Brasil na senda das mais belas livrarias do mundo – um local que, de acordo com o Flavorwire, está a desaparecer, consequência do cada vez maior monopólio da Amazon no mundo editorial. Continuar a ler aqui.
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