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terça-feira, 3 de junho de 2014

Leonard Cohen

Democracy



Leonard Cohen live in London | Democracy | PBS. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=vHI9BTpGkp8 (acedido a 3 de junho de 2014).

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Lula Pena

Fria Claridade


Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=UCrYkPgEkIM (acedido a 16 de Maio de 2014).

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Radiohead

Let Down



Transport
Motorways and tramlines
Starting and then stopping
Taking off and landing

The emptiest of feelings
Disappointed people
Clinging onto bottles
And when it comes it's so so disappointing

Let down and hanging around
Crushed like a bug in the ground
Let down and hanging around

Shell smashed, juices flowing
Wings twitch legs are going
Don't get sentimental
It always ends up drivel

One day I am gonna grow wings
A chemical reaction
Hysterical and useless
Hysterical and

Let down and hanging around
Crushed like a bug in the ground
Let down and hanging around

Let down and hanging
Let down
Let down

You know, you know where you are with
You know where you are with
Floor collapsing, floating
Bouncing back and

One day I am gonna grow wings
A chemical reaction
(You know where you are)
Hysterical and useless
(You know where you are)
Hysterical and
(You know where you are)

Let down and hanging around
Crushed like a bug in the ground
Let down and hanging around


Fontes:

Vídeo: Radiohead (1997). «Let Down» [live]. The Hammerstein Ballroom/New York City. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=M_wGLZmwZ8o (consultado a 28 de abril de 2014). 


Letra: Yorke, Thomas et al. (s.d.). «Let Down». Disponível em: http://www.metrolyrics.com/let-down-lyrics-radiohead.html (consultado a 28 de abril de 2014).

quinta-feira, 24 de abril de 2014


Zeca Afonso

Filhos da Madrugada

 

Somos filhos da madrugada
Pelas praias do mar nos vamos
À procura de quem nos traga
Verde oliva de flor no ramo
Navegamos de vaga em vaga
Não soubemos de dor nem mágoa
Pelas praias do mar nos vamos
À procura de manhã clara
Lá do cimo de uma montanha
Acendemos uma fogueira
Para não se apagar a chama
Que dá vida na noite inteira
Mensageira pomba chamada
Companheira da madrugada
Quando a noite vier que venha
[C]á do cimo de uma montanha
Onde o vento cortou amarras
Largaremos p’la noite fora
Onde há sempre uma boa estrela
Noite e dia ao romper da aurora
Vira a proa minha galera
Que a vitória já não espera
Fresca, brisa, moira encantada
Vira a proa da minha barca.

Fontes: 
Música: Zeca Afonso. «Filhos da Madrugada». Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=CbVQV1XNOCY (acedido a 24 de abril de 2014).

Letra: Zeca Afonso. «Filhos da Madrugada». Disponível em: http://www.animaramalta.com/musica-portuguesa-tuga/zeca-afonso-canto-moco (acedido a 24 de abril de 2014).

terça-feira, 25 de março de 2014

Andrew Bird

Orpheo looks back


And there are places we must go to
To bring these hollow words on back from
You must cross a muddy river
Where love turns to love turns to fear
They say you don't look
There's only one way
On back from on back from here
They say you don't look 
They say you don't look cause it'll disappear

And our eyes they keep on strainin'
As if to see what lies behind them
Through the shells of empty buildings and great columns of glass
They say you don't look
They say you don't look
Cause it'll drive you mad
And if it drives you mad
If it drives you mad
It'll prob'ly pass 


Andrew Bird (2012). «Orpheo Looks Back», Break it Yourself. Vídeo clip disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=cbk3skrVOto (acedido a 23 de março de 2014).

Letra disponível em: http://www.sing365.com/music/lyric.nsf/Orpheo-Looks-Back-lyrics-Andrew-Bird/50956F0C818027E048257A0C000E4E15 (acedido a 23 de março de 2014).

quinta-feira, 13 de junho de 2013

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Hanif Kureishi
Midnight All Day
[excerpt]

Ian lay back in the only chair in the room in Paris, waiting for Marina to finish in the bathroom. She would be some time, since she was applying unguents – seven different ones, she had told him – over most of her body, rubbing them in slowly. She was precious to herself.
            He was glad to have a few minutes alone. There had been many important days recently; he suspected that this would be the most important and that his future would turn on it.
            For the past few mornings, before they went out for breakfast, he had listened to Schubert’s Sonata in B Flat Major, which he had not previously known. Apart from a few pop tapes, it was the only music in Anthony’s flat. Ian had pulled it out from under the futon on their first day there.
            Now, as he got up to play the CD, he glimpsed himself in the wardrobe mirror and saw himself as a character in a Lucian Freud painting; a middle-aged man in a thin, tan raincoat, ashen-faced, standing beside a dying pot plant, overweight and with, to his surprise, an absurd expression of hope, or the desire to please, in his eyes. He would have laughed, had he not lost his sense of humour.
[…]
Kureishi, Hanif (1999). Midnight All Day. In Midnight All Day.
London: Faber and Faber. p. 157.

Páginas paralelas:
The official Hanif Kureishi web site (includes original writing)
Schubert: Sonata in B Flat D. 960, performed by Alicia de Larrocha (1923-2009)
Lucian Freud’s Art available here

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Beirut

Postcards from Italy


Beirut/Alma Har'el (2007). Postcards from Italy. The Gulag Orkestar. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=RjzVbXeD_8E [consultado a 30 de maio de 2013].

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Jacques Brel
"Ne me quitte pas"


Fonte: Jacques Brel, «Ne me quitte pas». Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=Vz6r0TP4FBI (acedido a 28 de maio de 2013).

sexta-feira, 17 de maio de 2013



O Mundo | André Abujamra

Cantado por: Lenine, Zeca Baleiro, Paulinho Moska, Chico César e Suzano

Abujamra, André. O Mundo. Cantado por Lenine, Paulinho Moska, Zeca Baleiro, Chico César e Suzano. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=Cx9rJrkF4Uw (acedido a 12 de Maio de 2013).





Letra disponível em: http://letras.mus.br/lenine/834425/ (acedido a 12 de Maio de 2013).

segunda-feira, 25 de março de 2013

FADO de COIMBRA 

Luiz Goes 
Homem Só, Meu Irmão

 
Disponível aqui



Tu, a quem a vida pouco deu,
que deste o nada que foi teu
em gestos desmedidos...
Tu, a quem ninguém estendeu a mão
e mendigas o pão dos teus sentidos,
homem só, meu irmão!

Tu, que andas em busca da verdade
e só encontras falsidade
em cada sentimento,
inventa, inventa amigo uma canção
que dure para além deste momento,
homem só, meu irmão!

Tu, que nesta vida te perdeste
e nunca a mitos te vendeste
– dura solidão –,
faz dessa solidão teu chão sagrado,
agarra bem teu leme ou teu arado,
homem só, meu irmão!

Disponível em Guitarrasde Coimbra IV


Páginas Paralelas:

“Luiz Goes – O Neo-Modernismo no Canto de Coimbra”
Disponível em O Canto e a Música de Coimbra

terça-feira, 19 de março de 2013

FADO FALADO
Aníbal Nazaré e Nelson de Barros

Fado Triste
Fado negro das vielas
Onde a noite quando passa
Leva mais tempo a passar
Ouve-se a voz
Voz inspirada de uma raça
Que mundo em fora nos levou
Pelo azul do mar
Se o fado se canta e chora
Também se pode falar

Mãos doloridas na guitarra
que desgarra dor bizarra
Mãos insofridas, mãos plangentes
Mãos frementes e impacientes
Mãos desoladas e sombrias
Desgraçadas, doentias
Quando à traição, ciúme e morte
E um coração a bater forte

Uma história bem singela
Bairro antigo, uma viela
Um marinheiro gingão
E a Emília cigarreira
Que ainda tinha mais virtude
Que a própria Rosa Maria
Em dia de procissão
Da Senhora da Saúde

Os beijos que ele lhe dava
Trazia-os ele de longe
Trazia-os ele do mar
Eram bravios e salgados
E ao regressar à tardinha
O mulherio tagarela
De todo o bairro de Alfama
Cochichava em segredinho
Que os sapatos dele e dela
Dormiam muito juntinhos
Debaixo da mesma cama

Pela janela da Emília
Entrava a lua
E a guitarra
À esquina de uma rua gemia,
Dolente a soluçar.
E lá em casa:

Mãos amorosas na guitarra
Que desgarra dor bizarra
Mãos frementes de desejo
Impacientes como um beijo
Mãos de fado, de pecado
A guitarra a afagar
Como um corpo de mulher
Para o despir e para o beijar

Mas um dia,
Mas um dia santo Deus, ele não veio
Ela espera olhando a lua, meu Deus
Que sofrer aquele
O luar bate nas casas
O luar bate na rua
Mas não marca a sombra dele
Procurou como doida
E ao voltar da esquina
Viu ele acompanhado
Com outra ao lado, de braço dado
Gingão, feliz, levião
Um ar fadista e bizarro
Um cravo atrás da orelha
E preso à boca vermelha
O que resta de um cigarro
Lume e cinza na viela,
Ela vê, que homem aquele
O lume no peito dela
A cinza no olhar dele

E o ciúme chegou como lume
Queimou, o seu peito a sangrar
Foi como vento que veio
Labareda atear, a fogueira aumentar
Foi a visão infernal
A imagem do mal que no bairro surgiu
Foi o amor que jurou
Que jurou e mentiu
Correm vertigens num grito
Direito ou maldito que há-de perder
Puxa a navalha, canalha
Não há quem te valha
Tu tens de morrer
Há alarido na viela
Que mulher aquela
Que paixão a sua
E cai um corpo sangrando
Nas pedras da rua

Mãos carinhosas, generosas
Que não conhecem o rancor
Mãos que o fado compreendem
e entendem sua dor
Mãos que não mentem
Quando sentem
Outras mãos para acarinhar
Mãos que brigam, que castigam
Mas que sabem perdoar

E pouco a pouco o amor regressou
Como lume queimou
Essas bocas febris
Foi um amor que voltou
E a desgraça trocou
Para ser mais feliz
Foi uma luz renascida
Um sonho, uma vida
De novo a surgir
Foi um amor que voltou
Que voltou a sorrir

Há gargalhadas no ar
E o sol a vibrar
Tem gritos de cor
Há alegria na viela
E em cada janela
Renasce uma flor
Veio o perdão e depois
Felizes os dois
Lá vão lado a lado
E digam lá se pode ou não
Falar-se o fado.


“Fado falado” por João Villaret

Disponível em http://www.youtube.com/watch?v=Aj0cNJpJnFE


Páginas Paralelas:
Veja “O Fado na Arte – pintura” no blog ComJeitoeArte

segunda-feira, 18 de março de 2013

Literatura e Fado
Dedicamos esta semana a textos relacionados com o Fado.
David Mourão-Ferreira
Um Amor Feliz
[excerto]

     […]
     No retiro de fados do Bairro Alto onde acabámos por ancorar já eram escassas, entre os clientes, essas broncas cataduras de frustrados aspirantes a Marialvas que são hoje directores-gerais, passadores de droga, deputados da nação ou membros da segurança de qualquer partido; já as fadistas, desengraçadinhas e meio sonolentas, pouco ou nada se preocupavam em retocar a maquilhagem, desengelhar os collants, alisar as franjas dos xailes; já os violistas e o guitarrista pacatamente se conluiavam para em surdina ensaiarem novas variações destinadas a um espectáculo no Coliseu, dali a duas semanas, que talvez até fosse transmitido pela TV; já as empregadas e os empregados, elas vestidas de varinas, eles de campinos, só com dificuldade acediam a desencostar-se das ombreiras das portas, como se as ombreiras, sem eles, ficassem lamentavelmente privados de preciosos elementos decorativos. Embora a casa estivesse às moscas, esperámos uns bons vinte minutos até que nos trouxessem um canjirão de vinho tinto.
     […]
     Os violistas e o guitarrista acabavam felizmente de atacar com brio umas frenéticas variações que deveriam constituir o prelúdio do último round dos fadinhos: decerto em honra do Saltimbanco e da companheira, que pareciam muito íntimos do pessoal artístico da casa. Pela nossa parte, seria indecoroso continuarmos ali à conversa. Silêncio, pois, que se ia cantar o fado.
     No fim do round – de resultado nulo – eis que da mesa do Saltimbanco se levanta a companheira do Saltimbanco para vir sussurrar umas palavrinhas aos tocadores, para depois ir pedir o xaile à fadista que tinha acabado de actuar. Então, dirigindo-se especialmente à nossa mesa, informou a reduzida assembleia de que ia tentar interpretar um fado que pertencia ao reportório da grande Amália (e que a grande Amália, se viesse a sabê-lo, lho desculpasse!), cuja letra era da autoria de uma pessoa ali presente; e nomeou e apontou o seu amigo, a quem ainda tive tempo de murmurar:
     «Nem precisas de te fazer gestor… Estás cá com uma destas sortes!»
     Então, num doméstico fio de voz, que deve ser aprazível de ouvir quando ela em casa desligue o aspirador ou até o secador do cabelo, os primeiros versos ergueram-se, mais lânguidos que vibrantes, mais moles que lânguidos:

     Fui à praia, e vi nos limos
     a nossa vida enredada…
     Ó meu amor, se fugirmos,
     ninguém saberá de nada!

     Com o meu espírito prosaico, fiquei a matutar naquilo; e, no fim do fado, depois de o seu amigo ter ido agradecer à amadora intérprete, com beija-mão e tudo (mas ela pespegou-lhe dois chochos nas faces) e de se ter desentranhado em sorrisos de aplauso para o embevecido Saltimbanco, não me contive em observar:
     «Com que então se fugirem ninguém saberá de nada? Que raio de liberdade poética! Se fugirem é que fica mesmo toda a gente a saber de tudo…»
     […]

Mourão-Ferreira, David (1987). Um Amor Feliz
(3ªed.). Lisboa: Editorial Presença. pp. 267-271.


Páginas Paralelas:

Descubra a relação de David Mourão-Ferreira com o Fado no Portal do Fado e no site Museu do Fado.
Notícia sobre a criação do prémio David Mourão-Ferreira, oferecido pelo Centro Cultural de Belém e pelo Museu do Fado, que será atribuído, a partir de 2014, à melhor tese de mestrado sobre Fado e Literatura, disponível na Gazeta dos Artistas
Amália canta “Barco Negro” de David Mourão-Ferreira em Cannes (1962) 


Barco Negro
David Mourão-Ferreira

De manhã temendo que me achasses feia,
acordei tremendo deitada na areia,
mas logo os teus olhos disseram que não
e o sol penetrou no meu coração.

Vi depois, numa rocha, uma cruz,
e o teu barco negro dançava na luz;
vi teu braço acenando, entre as velas já soltas.
Dizem as velhas da praia que não voltas...
São loucas! São loucas!

Eu sei, meu amor,
que nem chegaste a partir,
pois tudo em meu redor
me diz que estás sempre comigo.

No vento que lança
areia nos vidros,
na água que canta,
no fogo mortiço,
no calor do leito,
nos bancos vazios,
dentro do meu peito
estás sempre comigo.

Disponível em http://www.tabacaria.com.pt/poesia/textos/Barco_Negro.htm (onde pode ver o poema anotado)

sexta-feira, 1 de março de 2013

José Gomes Ferreira

Em março e abril divulgaremos textos de autores portugueses a que temos dedicado menor atenção neste blog.

José Gomes Ferreira
Aventuras de João Sem Medo
O homem sem cabeça
[excerto]

Era uma vez um rapaz chamado João que vivia em Chora-Que-Logo-Bebes, exígua aldeia aninhada perto do Muro construído em redor da Floresta Branca onde os homens, perdidos dos enigmas da infância, haviam instalado uma espécie de Parque de Reserva de Entes Fantásticos.
     Apesar de ficar a pouca distância da povoação, ninguém se atrevia a devassar a floresta. Não só por se encontrar protegida pela altura descomunal do Muro, mas principalmente porque os choraquelogobebenses – infelizes chorincas que se lastimavam de manhã até à noite – mal tinham força para arrastar o bolor negro das sombras, quanto mais para se aventurarem a combater bichas de sete bocas, gigantes de cinco braços ou dragões de duas goelas. Preferiam choramingar, os maricas!, agachados em casebres sombrios, enquanto lá por fora chovia com persistência implacável (como se as nuvens estivessem forradas de olhos) e dos milhares e milhares de chorões – as árvores predilectas dessa gente – pingavam folhas tristes. Tudo isto incitava os habitantes da aldeia a andarem de monco caído, sempre constipados por causa da humidade, e a ouvirem com delícia canções de cemitério ganidas por cantores trajados de luto, ao som de instrumentos plangentes e monótonos.
     O único que, talvez por capricho de contradizer o ambiente e instinto de refilar, resistia a esta choradeira pegada, era o nosso João que, em virtude duma contínua ostentação de bravata alegre e teimosia na luta, todos conheciam por João Sem Medo.
     Ora um dia, farto de tanta choraminguice e de tanta miséria que gelava as casas e cobria os homens de verdete, disse à mãe que, conforme a tradição local, lacrimejava no seu canto de viúva:
     – Mãe: não aturo mais isto. Vou saltar o Muro.
     A pobre desatou logo aos berros de súplica que abalaram o Céu e a Terra:
     – Ah! não vás, não vás, meu filho! Pois não sabes que essa Floresta Maldita está povoada de Canibais Mágicos que se alimentam de sangue de homens? Sim, meu filho, de sangue humano bebido por caveiras. Não vás! Não vás!
     E durante horas não cessou de barregar, histérica:
     – Ai que não torno a ver o meu rico filhinho!
     Mas as implorações da mãe não impediram que, na manhã seguinte, João Sem Medo se esgueirasse de Chora-Que-Logo-Bebes e se dirigisse à socapa para o tal Muro que cercava a floresta e onde alguém escrevera este aviso:
É PROIBIDA A ENTRADA
A QUEM NÃO ANDAR
ESPANTADO DE EXISTIR


Ferreira, José Gomes (1978). Aventuras de João Sem Medo:
Panfleto Mágico em Forma de Romance (9ª ed.). Lisboa: Moraes 
Editores. pp. 9-10. (Publicado pela primeira vez em 1963).*

* Nota: Foi escrito em 26 folhetins, para a gazeta juvenil O Senhor Doutor, em 1933, assinados sob o pseudónimo de Avô do Cachimbo.



Páginas Paralelas:
Todo o primeiro capítulo, “O homem sem cabeça”, disponível aqui

Animação do Capítulo VII. “A Cidade da Confusão”, de Margarida Fernandes e Tiago Kawata (2011). Lisboa: UFSC-IADE

Documentário “José Gomes Ferreira – Um Homem do Tamanho do Século” (2000), produzido pela Videoteca Municipal de Lisboa no centenário do nascimento do autor, com o apoio da RTP e o patrocínio do Instituto Camões – entrevista (Arquivo RTP); leitura de textos pelo actor João Mota (Comuna – Teatro de Pesquisa); “Valsa das Folhas Secas Caindo”, composta por J. G. Ferreira e interpretada por Gabriela Canavilhas